Almacén no Morar Mais 2007

Foi dada início na última terça a quarta edição do Morar Mais, evento anual que está se tornando referência no país em arquitetura, decoração, paisagismo e gastronomia. Este ano foi lançado um desafio a todos os participantes: o de criar projetos que além de sofisticados, tenham consciência ecológica e sustentabilidade.

Com a combinação de bom gosto e desenvolvimento sustentável como premissa, o projeto de Isabela Saramago e Nastassja Saramago cria através de 3 "galerias de águas" (grandes caixas de concreto), um ambiente que lembra um túnel. Dentro desses túneis o que se vê é uma mini galeria de arte que possui uma atmosfera que leva à introspecção, mas que ao mesmo tempo, permanece arejada e conectada com o mundo exterior por aberturas laterais. A Almacén através de trabalhos de artistas como Sacilotto, Paulo Barros e Susi Cantarino se une a um projeto que consegue reunir simplicidade, arquitetura sustentável, planejamento e arte.

Conheça os artistas cujos trabalhos estão expostos na instalação:

  • Eymard Brandão
  • Malaprade
  • Marcos Coelho Benjamin
  • Paulo Barros
  • Sacilotto
  • Susi Cantarino
  • Morar Mais
    De 22 de Agosto a 23 de Setembro de 2007
    Estrada da Gávea, 710 - São Conrado

    Funcionamento: Terça a Domingo, das 12 às 21 horas
    Ingresso: R$15,00 de Segunda a Sexta e R$20,00 nos Sábados, Domingos e feriados

    http://www.morarmais.com.br

    Quinta, 23 de Agosto de 2007

    *necessária aprovação do moderador



    Almacén no Salão de Arte de São Paulo

    Em sua décima quarta edição, o Salão de Arte distancia-se cada vez mais do antiquariato e abraça galerias contemporâneas. Eliminou há dois anos a palavra "antiguidade" de seu nome e continua sendo um dos mais tradicionais e importantes salões de arte do país.

    Este ano será destinada à ACTC (Associação de Assistência à Criança Cardíaca e à Transplantada do Coração) toda a renda obtida através da bilheteria. Além de contribuir com essa iniciativa, o visitante poderá também conferir uma bela mostra das tendências artísticas nacionais e internacionais através de stands de 65 expositores de seis estados brasileiros, antiquários, galerias de arte, e designers de jóias.

    Como não poderia deixar de ser, a Almacén marca presença mais uma vez no evento. Veja fotos do nosso stand:

    Confira os artistas cujos trabalhos estão expostos no stand da Almacén:

  • Anita Kaufmann
  • Antônio Dias
  • Arman
  • Ascânio MMM
  • Carlos Vergara
  • Cássio Lázaro
  • Cruz-diez
  • Eduardo Ventura
  • Fernando Velloso
  • Geraldo de Barros
  • Gilberto Salvador
  • Henrique Oliveira
  • Herton Roitman
  • Ianelli
  • Jesus Soto
  • Frans Krajcberg
  • Luiz Áquila
  • Malaprade
  • Marcello Nitsche
  • Newton Mesquita
  • Paulino Lazur
  • Paulo Barros
  • Petrillo
  • Rubens Gerchman
  • Rubens Ianelli
  • Vânia Barbosa
  • Wakabayashi
  • Salão de Arte de São Paulo - Clube A Hebraica.
    Rua Doutor Alberto Cardoso de Melo Neto, 115, Jardim Paulistano, 3088-2625.
    De 21 a 26 de Agosto
    Terça a sexta, 15h às 22h; sábado e domingo, 13h às 22h.

    Quarta, 22 de Agosto de 2007

    *necessária aprovação do moderador



    Loucos Por Música - Rio

    Foi realizada ontem no Vivo Rio mais uma edição do projeto Loucos Por Música, dessa vez com participação nos pincéis de Rubens Ianelli. Confira as fotos!

    (1) Rubens Ianelli | (2) Rubens Ianelli | (3) Rubens Ianelli, Chicas e Beth Carvalho no palco | (4) João Bosco e Rubens Ianelli | (5) Beth Carvalho e Rubens Ianelli ao fundo | (6) Final do show | (7) Rubens Ianelli e Chico César nos camarins | (8) João Bosco e Rubens Ianelli | (9) As Chicas e Rubens Ianelli | (10) Beth carvalho e Rubens Ianelli

    Próxima Edição do Loucos Por Música:

    Em Salvador: 5 de Setembro, quarta-feira. 18h30 na Concha Acústica
    Atrações: Mariene de Castro, Simone, Zélia Duncan

    Conheça o Projeto: www.loucospormusica.com.br

    Confira as obras de Rubens Ianelli na Almacén

    Quinta, 16 de Agosto de 2007

    *necessária aprovação do moderador



    35º Salão da Primavera do Museu de Arte Moderna de Resende

    Foram prorrogadas as datas do Salão da Primavera do MAM de Resende deste ano. Poderão se inscrever artistas de Resende e de comunidades vizinhas situadas no eixo Rio-São Paulo.

    Apenas serão considerados trabalhos aptos a serem expostos e com moldura ou realizados nos últimos cinco anos. Poderão ser inscritas no Salão até três obras para cada técnica, por artista, acompanhadas da respectiva ficha de inscrição preenchida e currículo. A taxa de inscrição custa R$ 30,00.

    As inscrições podem ser feitas no próprio museu ou por correio. O endereço para envio de obras é (de segunda a sexta, das 9h às 17h):

    35° Salão da Primavera (Museu de Arte Moderna de Resende, Rua Dr. Cunha Ferreira, 104, CEP: 27511-230, Centro, Resende , RJ
    Tel. (24) 3355-3220
    E-mail: mam.resende@gmail.com

    Serão três prêmios em dinheiro (cinco salários mínimos) e cinco prêmios honoríficos. Todas as obras adquiridas através dos prêmios de aquisição serão automaticamente incorporadas ao Acervo do MAM – Resende.

    Inscrições: de 16 a 31 de Agosto de 2007

    Premiação e Abertura da Exposição: De 1º a 15 de Setembro de 2007

    Mais informações em: http://www.resende.rj.gov.br/page/noticias_detalhe.asp?cod=1444

    Terça, 14 de Agosto de 2007

    *necessária aprovação do moderador



    Loucos Por Música - Salvador

    No último dia 2, a concha acústica do Teatro Castro Alves foi palco de mais uma edição do projeto Loucos Por Música.

    O espetáculo contou com a presença das cantoras Margareth Menezes e Luciana Mello, o grupo Chicas e Tony Garrido. Nos pincéis, o artista Newton Mesquita que criou durante as apresentações musicais, a obra a ser leiloada visando arrecadar fundos para entidades que trabalham na reabilitação e inclusão social de pessoas com problemas mentais.

    A Almacén esteve presente mais uma vez através dos sócios Edson Thebaldi e Sérgio Gonçalves. Veja fotos!



    (1) Newton Mesquita no palco
    (2) Newton "emoldurado" pelas Chicas.

    (3) Edson Thebaldi, Newton Mesquita, Tony Garrido e Sergio Gonçalves e o quadro pronto. Tony Garrido queria comprá-lo na hora!
    (4) Newton, Luciana Moraes e Margareth Menezes

    Próximas Edições do Loucos Por Música:

    No Rio: 15 de Agosto, quarta-feira. 20h30 no Vivo Rio
    Atrações: Beth Carvalho, João Bosco, Chico César, Chicas e o artista plástico Rubens Ianelli

    Em Salvador: 5 de Setembro, quarta-feira. 18h30 na Concha Acústica
    Atrações: Mariene de Castro, Simone, Zélia Duncan

    www.loucospormusica.com.br

    Não Perca:

    Exposição Individual de Newton Mesquita na Almacén Galeria de Arte - Em Setembro

    Sexta, 10 de Agosto de 2007

    *necessária aprovação do moderador



    Rubens Ianelli - Algures



    Abertura: 4 de Agosto de 2007 a partir de 13h
    Exposição: De Terça a Domingo das 10h às 16h
    Entrada Gratuita

    Museu Afro Brasil - www.museuafrobrasil.com.br
    Pavilhão Padre Manoel de Nóbrega
    Parque do Ibirapuera - Portão 10
    São Paulo, SP
    Telefone: (11) 5579-0593

    Clique aqui para ver as obras de Rubens Ianelli na Almacén

    Sexta, 3 de Agosto de 2007

    *necessária aprovação do moderador



    Uma Tatuagem Para Várias Gerações

    Texto publicado na Revista Casa Vogue. Edição Agosto de 2007.

    Por Leonor Amarante
    Fotos: Rômulo Fialdini

    Com seu caráter de protesto, o pop brasileiro, muitas vezes confinado ao limbo dos malditos, deixou sua marca cravada para sempre nas artes plásticas.

    Arte como movimento. Da esquerda para a direita: (1) O mundo vivia sob as turbulências político-socias da década de 60 e pintores como Cláudio Tozzi respondiam com ousadia o nascimento de uma revolucionária e corajosa linguagem. 2) O gesto nervoso de Rubens Gerchman nasce da força de uma ação que explodiu por todo o país e da qual participaram Newton Mesquita (3) e Ivald Granato (4).

    Para refletir sobre o movimento pop brasileiro tenho que lembrar que a arte, naqueles anos 60, também estava sob a ditadura militar que dominava o Brasil. Ser pop poderia ser confundido com ser terrorista. Nem a Bienal Internacional de SP escapou. Em sua nona edição, com muita purpurina, trouxe os "papas do pop" norte-americano como Andy Warhol, Rauchenberg, Claes Oldenburg & Cia, além de reunir a linha de frente do movimento no Brasil, pertencentes a constelações diferentes.

    No entanto, antes de abrir as portas, a polícia federal entrou no Pavilhão da Bienal e ameaçou de prisão o brasileiro Quissak Junior. Seu tríptico Bandeira do Brasil, um exemplar do pop nacional, foi ameaçado porque a constituição da época não permitia o uso do símbolo nacional para outros fins. Contrapondo-se a essa proibição, os Estados Unidos receberam o Grande Prêmio da 9ª Bienal com a série Three Flags, de Jasper Johns, sobreposição da bandeira norte-americana, pintada sobre ela, motivo de reverência e orgulho na terra do Tio Sam.

    Antropofágico, o movimento no Brasil surgiu como nos demais países, deixando-se influenciar por todas as vertentes, mas logo adquiriu qualidades próprias, como demonstram as obras de Rubens Gerchman. Na década de 1960, ele militava por meio de uma arte que refletia o cotidiano multifacetado. Em telas de cores vivas esquadrinhava tanto desparecidos políticos, quanto heroínas como "Lindonéia", a bela morena retratada no banco de trás de automóveis, ou ainda meros torcedores de futebol, tudo temperado com uma estética pop-kitsch, marcada por sua inquietação quanto à realidade.

    Ne mesma esteira Nelson Leirner já atuava como o furacão  que permanece em erupção até hoje. Irreverente, sempre questionou o  caráter de obra única, desmistificando sua aura e local expositivo. Na Bienal de 1967, homenageou o ítalo-argentino Lúcio Fontana que rasgava as telas, um dos artistas que o influenciaram. Na série Homenagem a Fontana, em vez de navalhadas, criou aberturas com zíperes.

    Herdeiro direto de Lerner, José Roberto Aguilar foi o primeiro artista brasileiro a trazer para a arte a antiestética tropicalista e underground projetada no cinema de Rogério Sganzerla e no teatro de Zé Celso Martinez. Em seu período pop, as telas já se mostravam vigorosas e de cores corrosivas. Anos depois ele romperia as amarras da pintura e se tornaria um artista multimídia atuando na poesia, no vídeo, na pintura e na música.

    Crítico e combativo, Antonio Henrique Amaral se inscreveu no movimento com alguns trabalhos memoráveis como a série Brasiliena 9, em que a banana atuava como símbolo de uma sociedade domesticada e sátira de desvios humanos. Também dentro de uma vertente fortemente política, Cláudio Tozzi usou a linguagem da publicidade para denunciar a guerra do vietnã e a repressão nacional. Ele é autor de uma das melhores pinturas sobre Che Guevara, executada no melhor rigor pop. No entanto, na repressiva 9ª Bienal, ele preferiu saudar o movimento, com a tela Enfim a Pop.

    O percurso de Antonio Dias dentro do movimento se reorienta a partir da estratégia pop adotada por ele em meados dos anos 60. Os ícones da sociedade de consumo na época traçam uma relação íntima com a visualidade cotidiana. Dias usa a estrutura das histórias em quadrinhos, mas logo a substitui pela justaposição de imagens promovendo uma dissolução entre o público e o privado. Bem mais teatral, em performance permanente, Ivald Granato se traveste em obra pop, com constantes desdobramentos. Muitas de suas pinturas do período, executadas com gestos rápidos, são resultados de performances nas quais ele se multiplicava em outros. Tanto as composições de Newton Mesquita como as de Gilberto Salvador se enveredaram por uma nova figuração, com influência pop próxima às artes gráficas. Enquanto Glauco Pinto de Morais, especialmente na pintura sobre madeira recortada, radicalizou o gesto, usando o mesmo DNA das cores de suas telas.

    Os artistas brasileiros - que tomaram carona no rabo do foguete pilotado por Leo Castelli, colecionador e criador do movimento pop, cujas estrelas gravitavam em torno de sua galeria nova-iorquina, deixaram sua marca como uma tatuagem para várias gerações.

     

    Papas do Pop. Da esquerda para a direita: (1) Obra cuidado com o tiro, de Gilberto Salvador. (2) O nu feminino também povoou o imaginário de artistas como Newton Mesquita. (3) Enquanto Rubens Gerchman entrelaçava a vida e a arte em sua personagem Lindonéia. (4) Video wall, o impulsivo Ivald Granato replica seu traço no melhor estilo Andy Warhol.

     

    Em breve na Almacén:

    Exposição Individual de Newton Mesquita - em Setembro

    Exposição Individual de esculturas de Gilberto Salvador - em Outubro

     

    Quarta, 1º de Agosto de 2007 - 15h

    *necessária aprovação do moderador